Nº70 JUNHO 2016

"O programa foi criteriosamente pensado de forma a criar uma reunião com elevada qualidade científica"

  • Inês Faria e Patrícia Almeida Santos, coordenadoras da terceira edição da Reunião SPPI Jovem
  • 06 de Jun, 2016

Inês Faria e Patrícia Almeida Santos, coordenadoras da terceira edição da Reunião SPPI Jovem

Quais são os principais contornos da próxima reunião SPPI Jovem?
Inês Faria. A próxima reunião da SPPI Jovem tem como tema central “Da teoria à prática...”. O programa foi criteriosamente pensado de forma a criar uma reunião com elevada qualidade científica, o que está claramente subjacente pela presença de conferencistas de renome nacional e internacional, bem como a inclusão de temas que são parte integrante da prática clínica diária.
As conferências serão apresentadas “em dupla” e terão sempre uma vertente teórica e uma vertente prática, o que permite filtrar e evidenciar, mas sobretudo sistematizar, tanto os conhecimentos teóricos como os aspetos práticos.

Que temáticas em particular serão abordadas nesta edição? Podemos esperar um programa científico de carácter multidisciplinar?
Patrícia Almeida Santos. À semelhança das reuniões anteriores, o programa desta edição é bastante diferenciado e abrangente.
Nos dias de hoje, é absolutamente impensável tentar dissociar uma área da Medicina Dentária das restantes vertentes, o que não é exceção pa­ra a periodontologia ou para a reabilitação com implantes.
Efetivamente, os temas selecionados para discussão são bastante apelativos remetendo para questões que nos surgem diariamente na prática clínica. A periodontologia será necessariamente o denominador co­mum a todas as conferências, mas pode-se esperar uma visão alargada e uma interdisciplinaridade com outras áreas, tais como a reabilitação, a estética e/ou a ortodontia, entre outras.

No que diz respeito ao leque de conferencistas, que no­mes nacionais – e eventualmente estrangeiros – já confirmaram a sua presença na reunião?
Inês Faria. A SPPI Jovem pode orgulhar-se de ter um programa que conta com a presença de conferencistas de renome nacional e internacional. Na parte da manhã, vamos ter a presença de um conferencista espanhol, o Professor Doutor Da­vid González, com um tema muito interessante: “Tratamento de fracassos na zona estética através de regeneração óssea”. A parte da tarde contempla conferencistas portugueses que passo a enumerar: os Professores Doutores Ricardo Faria e Almeida, Paulo Mascarenhas, Filomena Salazar e Sérgio Matos, as doutoras Helena Rebelo, Ana Ferro, Ana Sofia Vinhas, Catarina Martinho, Cristina Lima, Mónica Pinho e Elsa Domingos, e os doutores Lucas Pedrosa, Alexandre Santos e Francisco Correia.
O programa fala por si, será certamente bastante interessante e irá aliar um vasto conhecimento teórico à experiência clínica inegável de cada um dos conferencistas.

Quais são as previsões da organização relativamente ao número de participantes?
Patrícia Almeida Santos. O número de participantes nas reuniões da SPPI Jovem, bem como das reuniões anuais da SPPI, tem vindo a crescer de forma muito satisfatória, o que reflete claramente o in­teresse nas áreas da periodontologia e da reabilitação com im­plantes. Este ano gostaríamos que não fosse exceção.

A SPPI Jovem tem contado com a colaboração da indústria dentária? Espera-se a presença de muitas casas comerciais na reunião do próximo mês de julho?
Inês Faria. A realização da SPPI Jovem tem vindo a ser um sucesso, e parte desse sucesso deve-se aos nossos parceiros da indústria que têm vindo a apoiar-nos de forma sistemática e desde a primeira reunião. Este congresso não será diferente: neste mo­mento, já contamos com a presença de várias casas comerciais confirmadas.

Que metas ou objetivos globais esperam ter atingido no final do encontro deste ano?
Patrícia Almeida Santos. Pretende-se que os congressistas possam usufruir de um programa completo e que, acima de tudo, possam terminar o encontro atingindo as suas expetativas e os níveis de aprendizagem pretendidos. Como membros da SPPI e da comissão organizadora, é para nós muito recompensador assistir a um número de congressistas que tem sido sempre crescente, nomeadamente no que respeita aos jovens, o que reflete necessariamente um interesse cada vez maior na área da periodontologia.

À margem da reunião do próximo mês de julho, quais são as prin­cipais linhas de atuação da SPPI Jovem?
Inês Faria. A SPPI jovem foi criada com o objetivo maior de alcançar as camadas mais jovens e estimular o interesse pela periodontologia. Para além das reuniões anuais, temos desenvolvido algumas ações junto das universidades, normalmente em parceria com as associações de estudantes, desde conferências subordinadas à periodontologia e à reabilitação com implantes até alguns cursos hands-on.

Que importância atribui às redes sociais e às novas tecnologias no contexto da Medicina Dentária?
Patrícia Almeida Santos. As redes sociais e as novas tecnologias são, assumidamente, uma parte integrante da Medicina Dentária atual. Assiste-se cada vez mais ao crescimento de grupos de discussão, de grupos informativos e de partilha que poderão ser enriquecedores.
Por outro lado, os próprios doentes utilizam primordialmente estes canais digitais – redes sociais, motores de busca, etcétera – como fonte de informação na pesquisa por cuidados dentários ou até na procura de informação sobre algumas doenças.
É praticamente impensável que a utilização das novas tec­no­logias seja posta de parte neste contexto de parti­lha tão rápida de informação.
 

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