A INDÚSTRIA A FUNDO - Nº76 FEVEREIRO 2017

"Desenvolvemos um programa académico altamente ambicioso"

  • Horacio Escobar, diretor do centro de estudos de ortodontia Gnathos/Orthoquick
  • 06 de Feb, 2017

Horacio Escobar, diretor do centro de estudos de ortodontia Gnathos/Orthoquick

Em que momento se encontra a Gnathos e quais são as metas traçadas, em Portugal, a curto ou médio prazo?
A Fundação Gnathos é uma instituição orientada para a formação pós-graduada em ortodontia, implantada e consolidada como centro de formação em Portugal desde há mais de vinte anos. Da nossa mão, muitos reconhecidos ortodontistas deste país iniciaram as suas carreiras como especialistas. Temos um prestígio que lavrámos ao longo de muitos anos, baseados em princípios que transformam a ortodontia numa terapêutica reabilitadora para lá do simples alinhamento dentário, pres­tando especial atenção à função, à estética dentária e à estética facial.
Para alcançar estes objetivos, a nossa equipa docente encontra-se em permanente atualização que permita assumir um papel de formador com critérios clínicos modernos.
A nossa instituição foi pioneira na formação pós-graduada à distância. Fomos os primeiros, há mais de vinte anos, a integrar um programa de formação misto. O aluno recebe uma formação presencial através de módulos, cinco dias de trabalho intensivo num tema específico, depois do qual deve realizar um traba­lho não presencial guiado e tutelado pela nossa equipa, com suporte e avaliação online. Desta forma, desenvolvemos um programa académico altamente ambicioso e os alunos alcançam altos níveis de formação, optimizando a relação tempo/aprendizagem.
Fruto da nossa experiência como docentes e atendendo às necessidades dos nossos alunos criou-se uma segunda plataforma educativa complementar à nossa oferta académica, para lá da formação teórica. Assim nasceu Orthoquick, com vocação eminentemente clínica, para que os colegas possam levar à prática os conhecimentos adquiridos e desenvolver-se com naturalidade na prática ortodôntica.
Para atingir o nosso objetivo, chegámos a um acordo de colaboração com clínicas de referência em Portugal, que nos permite oferecer aos profissionais do setor cursos de prática clínica, onde poderão adquirir a experiência necessária para o seu desenvolvimento como ortodontistas.
Assim, aqueles que depositaram a sua confiança nas nossas instituições têm acesso a um curso clínico onde tratam pacientes com alterações dento-alveolares e esqueléticas ao longo de 20 meses. Este curso, que se desenvolve com uma frequência de apenas um dia por mês, permite-lhes ganhar experiência, destreza e consolidar os seus critérios clínicos para tratar os seus pacientes com a habilidade própria de um ortodontista.

Qual é a principal aposta da Gnathos para 2017? Que áreas do ensino vão ser privilegiadas?
Gnathos/Orthoquick fizeram um acordo de colaboração com a Universidade à Distância de Madrid (UDIMA) para gerir e administrar o Master de Ortodontia, Oclusão e Planificação Ortodôntica Cirúrgica. Este master de título próprio, com 120 créditos ECTS, coloca-se pela primeira vez ao alcance dos colegas portugueses que desejem alcançar este grau. A totalidade do programa académico desenvolve-se em território português. Foi concebido um calendário anual para o desen­volvimento do nosso programa académico, com uma importante carga horária não presencial, com o intuito de facilitar o acesso a esta formação por parte dos colegas que têm responsabilidades laborais e familiares que os impedem de frequentar formações de pós-graduação clássicas com exigência exclusiva de trabalho presencial.
Mantemos o formato de módulos de cinco dias para a formação teórica, com tutorização de casos clínicos e avaliação online. Também te­mos um curso clínico com atendimento de pacientes durante vinte meses para aumentar a prática clínica e desenvolver as diferentes terapêuticas reabilitadoras e a confeção de uma monografia de temas específicos orientados pelo nosso quadro docente. Acreditamos que com este novo projeto damos mais um passo para dotarmos os nossos colegas com as me­lhores opções de formação ao seu alcance.

Que outros projetos, eventos ou iniciativas estão em marcha (ou a ser equacionados) para os profissionais portugueses do setor dentário?
As nossas aspirações académicas estão restritas à área da ortodontia e o nosso esforço está dirigido a este campo específico. Por isso participamos como patrocinadores em congressos im­portantes como o da Sociedade Portuguesa de Ortodontia e, este ano, estaremos também no congresso da Ordem dos Médicos Dentistas.
Temos um calendário anual de cursos curtos como forma de complemento e atualização para os colegas ortodontistas, que desenvolvemos indistintamente em Lisboa, Porto e Amarante, cujo programa se encontra na página da internet da Orthoquick.

Como comenta a atual conjuntura portuguesa na área da formação em Medicina Dentária?
Há países europeus que transformaram a formação na Medicina Dentária. Portugal e Espa­nha, em particular, passaram, em 20 anos, de uma formação claramente insuficiente para as necessidades da saúde oral da população, para uma grande oferta em formação universitária. Isto colocou estes países como os mais destacados na Europa quanto à qualificação dos profissionais desta área.

Em que medida considera que a Gnathos poderá contribuir para consolidar o pa­norama formativo nacional?
Estamos orgulhosos em fazer parte do panorama formativo deste país. Com a responsabilidade e critérios que nos outorgam os muitos anos de experiência acreditamos que as nossas propostas académicas, principalmente o nosso Master (UDIMA) ajudará os colegas a posicionarem-se noutra categoria, não só neste país como também em todos aqueles onde exercem os profissionais portugueses.

Quais são os principais pontos fortes da Gnathos para conquistar a confiança da classe dos médicos dentistas?
Os mais de vinte anos ao serviço da formação pós-graduada e o prestígio ganho com o nosso trabalho docente dão-nos esse capital de confiança. Acreditamos que o nosso exercício profissional deve estar sustentado na ética. Os nossos pacientes devem receber o melhor de nós e para isso é imprescindível que estejamos atua­lizados nos conhecimentos que nos permitam estabelecer um diagnóstico preciso, estar dotados das ferramentas necessárias para implementar a melhor terapêutica e aspirar à reabilitação integral do paciente.

Si quieres compartir...