Nº80 JUNHO 2017

"Este ano foi tomada a iniciativa de se reduzirem os preços do congresso, em especial para os jovens médicos dentistas e estudantes de Medicina Dentária"

  • Ana Cristina Mano Azul, presidente da comissão organizadora do XXVI Congresso Anual da Ordem dos Médicos Dentistas
  • 07 de Jun, 2017

Ana Cristina Mano Azul, presidente da comissão organizadora do XXVI Congresso Anual da Ordem dos Médicos Dentistas

O próximo congresso da OMD volta a ter como cenário o pavilhão Meo Arena, em Lisboa. Que alterações estão previstas ao nível da utilização/disposição do espaço, relativamente à edição de 2015?
Para a edição 2017 procurámos melhorar a facilidade de orientação e deslocação dentro do espaço existente, agregando os auditórios numa área geograficamente mais concentrada.
O local das apresentações científicas e dos e-pósteres não será desta vez em espaço aberto, mas sim em salas que garantirão um maior conforto e isolamento acústico.

Que importância atribui à opção Meo Arena, em termos estruturais e organizacionais, para a realização da principal cimeira da classe dos médicos dentistas?
As necessidades em termos de áreas para este evento são cada vez mais exigentes. Por um lado, o número de associados aumenta todos os anos, o que se reflete na necessidade de auditórios de grandes dimensões de modo a comportarem um número maior de congressistas. Não existe, neste momento, um espaço em Lisboa com um número de auditórios que um congresso desta magnitude abarca. Como tal, há sempre a necessidade de construções complementares. Por outro lado, a Expo-Dentária tem vindo a crescer de ano para ano em termos de procura e as solicitações são cada vez mais difíceis de satisfazer. Em Lisboa, o espaço Meo Arena conjugou para este ano o fator área e a relação qualidade/preço, o que permitiu à OMD elegê-lo para a realização do vigésimo sexto congresso.

Depois do multifacetado programa que preen­cheu (em 2016, no Porto) a comemorativa vi­gésima quinta edição do congresso da OMD, presumo que o desafio de organizar a edição se­guinte seja particularmente exigente. Que novi­da­des ou inovações estão previstas no “fi­gurino” do congresso des­te ano?
É inegável que o congresso anual da OMD é o evento de maior relevância na Medicina Dentária em Portugal. Somos profissionais da área da saúde e como se costuma dizer: "com a saúde não se brinca". Como tal, a promoção da formação contínua e da partilha do conhecimento de forma acessível a todos os médicos dentistas é uma preocupação primária da OMD. Como o congresso ocupa um lugar muito importante nesta componente formativa, para além dos aspetos sociais de encontro entre colegas e dos comerciais ligados à Expo-Dentária, este ano foi tomada a iniciativa de se reduzirem os preços do congresso, em especial para os jovens médicos dentistas e estudantes de Medicina Dentária.
As bodas de prata são sempre uma data marcante e o ano passado foram muito bem festejadas, graças ao colega Pedro Trancoso na presidência da organização. Este ano, o "casamento" continua com uma forte qualidade do programa científico, a pertinência dos temas socioprofissionais, uma Expo-Dentária repleta e um programa social a culminar com uma grande festa.

Quais são os principais contornos do programa cien­tífico, nomeadamente as te­máticas mais relevantes e o nú­mero, já confirmado, de oradores na­cio­nais e estrangeiros?
A principal preocupação da comissão científica e da co­missão organizadora prende-­-se com o facto de que o programa científico seja multidisciplinar, abordando uma vasta pletora de te­­máticas, de forma a assegurar uma transversalidade que possa agradar aos mais de 10.000 associados da OMD e a todos os profissionais da área da saúde oral. Assim sendo, haverá conferências na área da cirurgia oral, dentisteria estética, endodontia, implantologia, medicina oral, oclusão, odontopediatria, ortodontia, periodontologia, prostodontia/reabilitação oral. Dentro de algumas temáticas inovadoras salientaria as conferências sobre estética facial, patologias do sono e de "um mau dia no consultório". Será, também, ministrado um curso para assistentes dentários.
Está confirmada a presença de 33 oradores nacionais e 16 estrangeiros.
Que cursos estão agendados ao abrigo do programa formativo que decorre em simultâneo?
Estão neste momento confirmados dois cursos hands-on em áreas diversas como a dentisteria (patrocínio VOCO) e os biomateriais (patrocínio Intra-Lock).

Que outras iniciativas/eventos, de âmbito social ou recreativo, merecem especial destaque no contexto global desta edição do congresso da OMD?
A grande novidade é a criação de um "Espaço Criativo" onde os médicos dentistas poderão apresentar os seus projetos ou as suas atividades extra Medicina Dentária, da arte ao desporto, da cultura ao empreendedorismo.

Quais são as previsões quanto ao número de inscrições/congressistas?
Esperamos superar o número dos anos anteriores.

Que organizações ou entidades nacionais e estrangeiras já confirmaram a sua presença no Meo Arena?
Temos a presença confirmada da Associação Dentária Lusófona, da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, da Associação Brasileira de Odontologia e das associações de Medicina Dentária de Angola, de Moçambique, da Guiné-Bissau, de Cabo-Verde e de Macau.
Ao nível da responsabilidade social, contamos com a Academy of Dentistry International e a New York University, para além de um conjunto de entidades nacionais e internacionais ligadas à regulação da profissão, à academia, à profissão, e naturalmente variados decisores políticos.

Qual é a sua expectativa relativamente à Expo-Dentária, designadamente quanto à área de exposição e ao número de expositores e/ou stands? É de prever um reforço da participação comparativamente à exposição de 2015?
Neste momento do campeonato, já não falamos de expectativa, falamos de realidade. A Expo-Dentária está atualmente encerrada em termos de inscrições. O espaço está totalmente preenchido.
A área de exposição é exatamente a mesma da anterior edição do congresso realizado em Lisboa, há dois anos. Iremos ocupar toda a arena central, a sala Tejo e o deambulatório, tal como em 2015. Mas faremos um melhor aproveitamento do espaço, que resultará na presença de um maior número de stands, cerca de 440 stands de nove metros quadrados. Em relação ao congresso de 2015, houve um aumento superior a dez por cento. Nestes últimos congressos, pelo menos desde 2014, a área da exposição ronda os sete mil metros quadrados. Este ano será ligeiramente superior.
A presença de tantas empresas, nacionais e estrangeiras, na exposição do congresso da OMD, é para nós muito importante. As empresas confiam na organização e sabem que vão poder contactar diretamente um grande número de médicos dentistas e de estudantes de Medicina Dentária. Em 2016, estiveram em cada um dos três dias do congresso mais de 4.000 pessoas presentes na Expo-Dentária.

Acha que o número de patrocinadores e de expositores reflete bem o índice de confiança que a indústria dentária tem no congresso da OMD?
Absolutamente. Neste momento, a procura ultrapassa a oferta.
Estão previstas mudanças significativas na Expo- -Dentária ou medidas adicionais para redinamizar a vertente mais comercial do congresso?
Foi tomada uma iniciativa inédita, que considero de especial relevância.
Sempre foi prática habitual que os intervalos entre sessões científicas tivessem uma duração suficientemente alargada, para que fosse possível a visita atempada dos congressistas à Expo-Dentária.
No entanto, apercebemo-nos que, de um modo geral, na parte da tarde do último dia do congresso, sábado, muitos congressistas dão por terminada a sua presença nas atividades e abandonam o local.
De modo a minimizar esta prática, e porque a Expo-Dentária – cada vez com mais impacto e representatividade – surge numa data que se apresenta comercialmente estratégica para a aquisição de produtos antes do final do ano, a comissão científica e a comissão organizadora apostaram numa estratégia promotora da presença dos congressistas na Expo-Dentária, terminando o programa científico às dezassete e trinta horas de sábado.
Estamos convictos do retorno positivo quer para os expositores, quer para os congressistas.

O congresso da OMD é divulgado, ao longo do ano, em vários certames internacionais do setor. Que resultados espera colher dessa promoção? É de prever um aumento do nú­mero de expositores es­trangeiros nes­ta edição da Expo-Dentária?
O resultado tem sido francamente positivo. O congresso da Or­dem tem tido uma projeção internacional cada vez maior, ve­ri­ficando-se uma procura crescente de expositores es­trangeiros nesta edição da Expo-Dentária.
Há já alguns anos que o congresso da OMD tem sido difundido e promovido não só em Portugal, mas também em alguns congressos e feiras internacionais.

Temos apostado forte na divulgação em Espanha e no Brasil, os nossos mercados preferenciais, por razões geográficas e pela forte ligação histórica. Igualmente, temos promovido o congresso na maior feira do setor, o International Dental Show (IDS), que se realiza de dois em dois anos, em Colónia, na Alemanha. Também estivemos no Congresso Mundial da Federação Dentária Internacional (FDI), com a presença de um pequeno stand, em que realizámos reuniões com muitas das delega­ções internacionais.
Temos a certeza de que, hoje em dia, há muitas empresas que nos conhecem, graças a este trabalho feito nos últimos anos. Teremos certamente não só mais empresas nacionais, mas também estrangeiras na edição deste ano.

Num contexto mais pessoal, como encara o desa­fio de organizar este evento e que resultados espera ter alcançado no dia 18 de novembro?
Encaro o desafio com empenho e boa disposição. Traba­lho com uma equipa fantástica de colegas e colaboradores, que dia para dia vou conhecendo melhor e reconhecendo o seu inegável profissionalismo e dedicação. Acredito num desfecho muito positivo! Se é verdade que a nossa infância nos marca para todo o sempre, quando era miúda escrevia com caneta de tinta permanente (azul turquesa), e utilizava uns mata-borrões cor-de-rosa que o meu pai me trazia da escola da qual era diretor, com escritos muito apropriados para motivar estudantes. Aqui ficam uns exemplos: "Nada se consegue sem esforço" ou "Cada vitória torna fácil a vitória seguinte". Aprendi a tentar cumprir...
 

Si quieres compartir...