Nº82 SETEMBRO 2017

"Temos como principal objetivo continuar a ser uma referência credível ao nível da formação continuada"

  • Francisco Coelho Gil, presidente da comissão organizadora do 37º Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária
  • 06 de Oct, 2017

Francisco Coelho Gil, presidente da comissão organizadora do 37º Congresso Anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária

O Congresso Anual da SPEMD regressa este ano a Coimbra, seguindo a regra de alternância geográfica que caracteriza este evento. O Convento de São Francisco será o cenário inédito da próxima edição do congresso. Quais são as mais-valias deste emblemático recinto?
O Convento de São Francisco é o mais recente espaço de eventos da cidade. Aproveita um edifício histórico e adapta-o às funcionalidades necessárias à realização de iniciativas culturais e científicas. Diria que as características mais marcantes são a beleza arquitetónica do espaço, as dimensões apropriadas e por fim a localização, com bons acessos, bom estacionamento e essencialmente, uma das mais interessantes vistas sobre a cidade.

Para além do local onde vai decorrer, que ou­tras inovações podem esperar os participantes nesta 37a edição do encontro?
Procurámos melhorar nos pontos que considerámos menos favoráveis das edições anteriores. Teremos salas com maiores dimensões e com condições técnicas mais apropriadas ao nível científico do congresso. Apresentaremos um espaço amplo para a zona de exposição, com acesso e circulação facilitados.

Que temáticas merecem particular destaque ao abrigo do programa científico deste ano?
Uma vez mais, este programa prima pela interdisciplinaridade, contando com oradores nacionais e internacionais que, tenho a certeza, irão superar as expectativas dos congressistas. Seria injusto destacar uma ou outra conferência, pois considero que o programa está muito equilibrado e apelativo; aborda transversalmente grande parte dos temas clínicos e de investigação desta área médica.

Quais são os nomes que estão a despertar es­pecial interesse entre o leque de oradores e convidados desta edição?
A expectativa da comissão organizadora é elevada relativamente a todos os oradores convidados. Não seria delicado salientar uns em detrimento de outros.

Que importância atribui esta co­missão organizadora à vertente formativa do congresso?
Este é um congresso eminentemente científico. A vertente formativa é basilar na SPEMD e concretamente no seu congresso anual. O facto de apostarmos num modelo de fóruns temáticos pretende e prevê uma dinâmica e interatividade entre os vários palestrantes e as respetivas audiências.
Temos como principal objetivo continuar a ser uma referência credível ao nível da formação continuada.

Em que medida a multidisciplinaridade que caracteriza o congresso da SPEMD se refletirá também nesta edição de Coimbra?
Foi essa a ideia base a partir da qual definimos e construímos o programa científico. Este congresso tem-se afirmado como um evento interdisciplinar de referência no contexto nacional. Tentámos abranger a grande maioria das áreas temáticas, englobámos cursos hands-on, fóruns de investigação e discussão e apresentação de pósteres. Em todos estes formatos prevemos multidisciplinaridade.

Quais são as suas expectativas quanto ao vo­lume total de participantes (oradores, congressistas e membros da organização)?
O desafio e esforço desta comissão organizadora foi no sentido de melhorar as condições face a edições anteriores, por forma a consolidarmos a nossa posição no espectro formativo nacional e preferencialmente confirmar a sua progressiva ampliação. Nesse sentido e em função dos 1.200 participantes que tivemos nas últimas realizações, pretendemos ver esse número aumentado.

Espera-se um reforço da adesão da indústria?
Essa era uma esperança nossa e assumo que também encetámos esforços no sentido de melhorar as condições a apresentar aos eventuais patrocinadores e apoiantes do congresso. Depressa se confirmou a adesão significativa, tendo esgotado a disponibilidade de espaços na zona de exposição cinco meses antes do evento.

No contexto da exposição comercial, a comissão organizadora pondera adotar eventuais medidas que possam vir a dar uma melhor resposta às aspirações dos expositores?
Essa é uma pergunta que eventualmente fará sentido equacionar apenas após o evento. Tratando-se de um espaço e de um modelo novo de zona de exposição julgo que a avaliação lógica será feita posteriormente. Mas o objetivo será sempre, de uma forma humilde mas focada, trabalharmos no sentido de percorrer os caminhos necessários para contornar os problemas e encontrar soluções.
A Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO) vai continuar a participar ativamente no programa formativo/científico? Que outras entidades ou organizações estarão, de uma forma ou de outra, envolvidas no congresso da SPEMD?
A parceria com a APHO mantém-se, realizando uma reunião no dia 14 de outubro. Retomaremos também uma parceria ativa com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia Dento-­-Facial, que organizará connosco uma sessão de or­­todontia, também no dia 14.
Teremos, como novidade, uma sessão filantrópica, a realizar no dia 13 durante o período da manhã, que envolverá um conjunto de crianças que, ao longo do ano (particularmente a propósito do Dia da Saúde Oral), produziram trabalhos manuais relacionados com esta temática. Decorrerá uma sessão formativa, de sensibilização, instrução e motivação para a saúde oral. Para além disso, ao longo do congresso estará patente uma exposição com os trabalhos das crianças.
Que atividades vão dominar o programa lú­di­co/social do encontro?
Tal como se verificou nas últimas edições, teremos visitas guiadas à cidade organizadas para os oradores do congresso. Realizaremos também uma modesta comemoração na sexta feira, dia 13, ao final da noite. Embora não desejemos que esta interfira com a progressão dos traba­lhos do congresso; continuamos a considerar fundamental implementar este período de convívio, em registo informal e descontraído.
Independentemente do que organizemos, a cidade de Coimbra estará de braços abertos para receber os participantes e dar-lhes a conhecer muitos dos seus encantos.

Não é a primeira vez que preside a comissão organizadora de um congresso da SPEMD. Como encara este renovado desafio e que resultados globais espera conseguir atingir no rescaldo do congresso do próximo mês de outubro?
Mais do que presidir faço parte integrante de um grupo que luta, desde há uns anos a esta parte, pela dignificação e qualificação da formação na área da saúde oral, mais especificamente na zona centro do país. Perante esse ideal os cargos e as pessoas que os ocupam revelam-se de menor significado.
Esta comissão organizadora encarou este desafio com elevado sentido de responsabilidade e empenho pessoal da parte de todos os seus membros.
Os objetivos nestas situações são simples e muito concretos: chegar aos dias do congresso e testemunhar a adesão e satisfação por parte dos participantes, tanto oradores como congressistas e expositores.
Esperamos que esta aposta num novo espaço e, de certa forma, num modelo diferente de congresso funcione, que o evento fique na memória por boas razões e permita continuar a agregar a comunidade da saúde oral em torno da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
 

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