Nº86 FEVEREIRO 2018

"Os congressistas terão oportunidade de descobrir as últimas tendências na área da odontopediatria"

  • Luís Pedro Ferreira, presidente da Sociedade Portuguesa de Odontopediatria
  • 20 de Feb, 2018

Luís Pedro Ferreira, presidente da Sociedade Portuguesa de Odontopediatria

A Sociedade Portuguesa de Odontopediatria (SPOP) associou-se à sua congénere espanhola SEOP numa cimeira ibérica, que engloba a reunião anual da SPOP, agendada para o próximo mês de maio. Como surgiu este projeto?
As reuniões ibéricas de odontopediatria SEOP/SPOP iniciaram-se em 2010, na cidade do Porto, e tiveram continuidade em 2014, em Barcelona, estando a terceira reunião agendada em Palma de Maiorca, de 17 a 19 de maio deste ano.
A previsão é de que se realizem a cada quatro anos e possibilitem a atualização e troca de experiências na área de odontopeditaria, entre países vizinhos.

Quais são as principais linhas traçadas para o encontro ibérico que vai ter lugar em Palma de Maiorca?
No recentemente inaugurado Palácio de Congressos de Palma de Maiorca terá lugar a quadragésima reunião da Sociedade Espanhola de Odontopediatria (SEOP) e a oitava reunião da Sociedade Portuguesa de Odontopediatria (SPOP). Este prestigiado encontro científico, presidido pela doutora Isabel Maura Solivellas, em conjunto com o doutor Abel Cahuana Cárdenas, como presidente do comité científico, reunirá entre os participantes um considerável número de médicos dentistas, higienistas, pediatras e membros da indústria do setor.
Irão coincidir neste recinto e sob o mesmo programa a oitava cimeira da SPOP e a terceira reunião ibérica de odontopediatria.
O encontro realizar-se-á durante três dias; nos primeiros dois em sessões de manhã e tarde e na última jornada apenas durante o período matinal.

Que temáticas em particular vão constar do programa científico da reunião?
O programa científico, para além das numerosas palestras destinadas a odontopediatras, das quais saliento os temas “Hipomineralização incisivo-molar” e “Trauma, transplantes e ortodontia”, pelo professor Monty Duggal, contará também com a apresentação de numerosos pósteres e comunicações orais. Adicionalmente, os profissionais de higiene oral e os assistentes clínicos disporão de um programa científico paralelo dentro do próprio congresso.
Também serão organizados vários cursos práticos sobre distintas matérias.
Quem são os conferencistas que já confirmaram a sua presença?
É de notar que, pela primeira vez num congresso da SEOP e da SPOP, inclui-se dentro do programa científico uma mesa-redonda de projetos solidários. A reunião juntará uma pequena amostra de organizações que trabalham na área da Medicina Dentária solidária, dando a conhecer os seus projetos e o seu trabalho social, fomentando o compromisso solidário dos profissionais que trabalham na área da saúde infantil.
Entre os projetos escolhidos nesta ocasião constam: ”Dentistas sobre ruedas”, com Alfons Jaume; a Obra Social da Fundació Hospital de Nens de Barcelona, representada por Javier Massaguer; o “Proyecto Noma” da Fundació Campaner, com a presença de Carles Marti; a Fundación Vicente Ferrer, a cargo de Vicente Lozano de Luaces, e a organização não governamental Mundo A Sorrir, representada por Miguel Pavão. A moderação desta mesa- -redonda será assegurada por Elvira Ferrés.

Quais são as expectativas quanto ao número de participantes e à adesão das casas comerciais?
Prevemos ultrapassar os 400 participantes. Por outro lado, cerca de 25 casas comerciais marcarão presença nesta reunião.

Que objetivos globais espera ter alcançado no final deste encontro ibérico?
Os congressistas terão oportunidade de vir a conhecer os temas e produtos mais inovadores para os seus pacientes, desde a infância até a adolescência, receber orientações e conselhos dos mais experientes e descobrir as últimas tendências na área da odontopediatria.

À margem da reunião anual em Espanha, quais são as atuais prioridades da direção da SPOP?
São fins ou atribuições da SPOP o desenvolvimento, a investigação, o estudo e a promoção da odontopediatria como área/especialidade da Medicina Dentária, bem como zelar pela evolução e o aperfeiçoamento profissional dos seus associados.
É também objeto da mesma entidade a divulgação dos conhecimentos em matéria de prevenção e de tratamento médico-dentário apropriado da população compreendida entre o nascimento e os 18 anos de idade, assim como os pacientes com necessidades especiais.

Na sua perspetiva, que grandes desafios enfrentam os profissionais que centram a sua prática clínica na odontopediatria?
A odontopediatria é a área da Medicina Dentária dedicada à saúde oral das crianças e adolescentes, com o objetivo de que os pacientes atinjam a idade adulta com uma boca sã, estética e funcional, e a possam conservar assim durante toda a vida.
O paciente infantil pode sofrer cáries, traumatismos, alterações da erupção dentária e outros problemas que podem afetar negativamente a saúde oral presente e futura. A criança está em constante evolução e crescimento, e isto converte-a num paciente odontológico diferente do adulto, com necessidades de tratamento pessoal e dentário específicos em cada momento.
O objetivo de um tratamento precoce deve ser o restabelecimento das condições normais para um ótimo crescimento, desenvolvimento e funcionamento. O êxito do tratamento odontopediátrico não é apenas a realização do mesmo, mas também lograr uma atitude positiva da criança e dos seus encarregados de educação para com a prevenção e a manutenção da saúde oral. Este é o principal objetivo da odontopediatria.
 

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