EDITORIAL - Nº75 DEZEMBRO 2016

EDITORIAL: Um ano inspirador

  • 15 de Dic, 2016

Após uma “mão cheia” de anos marcados por sérias dificuldades inerentes à crise económica- -financeira, por uma acentuada crispação política e alguma turbulência social, este 2016 (que agora finda) pode não ser ainda o ano da grande retoma, mas deixa boas recordações e sobretudo motivos acrescidos para encarar os tempos que se avizinham com mais esperança e convicção na capacidade de superação face aos desígnios que o país enfrenta.

Os sinais que apontam para a chegada de um novo e bem-aventurado ciclo aplicam-se a múltiplos quadrantes da sociedade portuguesa: do desporto à política, da economia à diplomacia, passando pelo empreendedorismo e, no caso concreto da Medicina Den­­tária, por alguns passos inovadores e auspiciosos (que mais adiante se recordam).

No plano desportivo, a conquista do primeiro campeonato europeu de futebol foi, sem dúvida, o feito mais destacado (ao qual se poderia acrescentar o título continental de hóquei em patins) e quiçá aquele que melhor demonstrou aos portugueses que os resultados de excelência são atingíveis quando se trabalha verdadeiramente em equipa, com espírito de sacrifício e plena concentração.

No espectro político, a “boa vizinhança” entre os partidos que sustentam o governo e a (renovada) Presidência da Re­pública reintroduziu na sociedade portuguesa uma sã convivência institucional – inversa à conflitualidade que marcou o período anterior – e lançou uma etapa de cooperação “pela positiva” aliada a uma oportuna sintonia em matéria de objetivos estratégicos nacionais.

Esta união de esforços foi decisiva, aliás, para a maior conquista da diplomacia lusa: a eleição de António Guterres como secretário-geral da Organização das Nações Uni­das (ONU). É já no início de janeiro que o ex-primeiro ministro assumirá a liderança do prestigiado cargo internacional.

O balanço positivo do ano estende-se ainda a setores da economia como o turismo, que voltou a crescer, e as novas tecnologias, com a recente realização da Web Summit que juntou em Lisboa mais de 55 mil gestores e representantes da comunidade tecnológica, oriun­dos de 165 países.

Resta acrescentar que 2016 registou igualmente avanços fundamentais para a Medicina Den­tária portuguesa, nomeadamente a implementação das novas especialidades de cirurgia oral, de odontopediatria e de periodontologia, um processo inspirador e passível de vir a servir de exemplo para outros países europeus.

Outro passo importante (e recente) foi o arranque do projeto-piloto que assinala a presença de médicos dentistas, de higienistas e de assistentes orais em centros de saúde e unidades de saúde familiar. A fase experimental incide, para já, na região de Lisboa e no Alentejo, num total de 11 unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Numa altura em que a profissão enfrenta grandes desafios, em particular no plano das oportunidades de trabalho, a previsível inclusão definitiva da classe médico-dentária na rede de cuidados de saúde primários do SNS não deixa de ser um bom presságio para os próximos tempos.

Espera-se que em 2017 se repita este período de bonança e de bons auspícios e, acima de tudo, de renovada prosperidade. Estes são também os votos da Maxillaris a todos os seus leitores e anunciantes nesta quadra festiva de Natal e Ano Novo!

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