Nº76 FEVEREIRO 2017

Mudar para melhorar

  • 06 de Feb, 2017

Neste número apresentamos o novo desenho da Maxillaris com a vontade de conseguir transmitir a mesma informação de sempre – aquela que nos caracteriza pelo seu rigor e pela sua utilidade –, mas dando-lhe um renovado look para a tornar mais ágil, mais legível e, sobretudo, mais atrativa. Os profissionais da Medicina Dentária asseguram, frequentemente, que hoje um tratamento não é totalmente bem sucedido se não se incluir a estética, e com esta mesma visão apos­támos na renovação da nossa revista. Sem pretender depreciar o que até aqui fizemos, podemos garantir que o grafismo que apresentamos este mês está em perfeita concordância com o nosso desejo de refletir clareza e modernidade.

É sabido que o desejo de mudança faz parte da natureza humana. Uns levam--no a cabo para fugir da rotina, outros assumem-no como uma obrigação para adaptar-se às circunstâncias do momento – “renovar ou morrer” – e há quem considere que só se pode evoluir quando se introduzem modificações que nos permitam crescer. Há uma infinidade de expressões célebres relacionadas com a mudança; por exemplo, atribui-se a John Fitzgerald Kennedy a frase: “A mudança é lei de vida. Aquele que apenas olha para o passado ou o presente perderá o futuro”; de Winston Churchill: “Melhorar é mudar; como tal para ser perfeito é preciso mudar com frequência”; ou de Mahatma Gandhi: “Se queres mudar o mundo, muda-te a ti mesmo”. Todas estas expressões implicam um desejo de melhora, um anseio de desenvolvimento pessoal e social e, porque não dizê-lo, algum risco. Qualquer mudança gera uma rutura com o estabelecido e, além disso, se este se vincula com o fator estético, tudo passa a ser questionável e sujeito a gostos pessoais.

Felizmente, num setor da saúde como o nosso podemos dizer que jogamos com vantagem, porque o progresso da ciência se sustenta na investigação, no desejo de mudança e em assumir o desafio da evolução. São vários os sinais nesse sentido que nos foram transmitidos no passado recente, quer no plano académico, com a previsível revisão do plano curricular do curso de Medicina Dentária em faculdades como a de Coimbra e a do Porto, quer no contexto do exercício da profissão, com a introdução (sob a égide da Ordem dos Médicos Dentistas) das novas especialidades de cirurgia oral, de odontopediatria e de periodontologia, que se somam à de ortodontia, quer ainda no âmbito do voluntariado, através do anunciado reforço, pela organização não governamental Mundo a Sorrir, da sua área de intervenção a mais um país de língua oficial portuguesa: Angola.

Estes exemplos deixam antever que a Medicina Dentária continuará a ser, em 2017, uma atividade cada vez mais completa, benéfica e na linha da frente da inovação no domínio da saúde.

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