Nº63 OUTUBRO 2015

"O nosso grande objetivo é a internacionalização do congresso"

  • André Mariz Almeida, presidente da Comissão Organizadora do 2º Congresso da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial
  • 05 de Oct, 2015

André Mariz Almeida, presidente da Comissão Organizadora do 2º Congresso da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

Quais são as suas expetativas relativamente ao segundo Congresso de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, que vai ter lugar em Lisboa (Monte da Caparica) em 2016?
O segundo congresso da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Oro­facial (SPDOF) apresenta-se com uma fasquia muito alta, após o enorme sucesso de 2015.
Em 2016 o tema do congresso é o futuro. O objetivo da nossa sociedade é partilhar e debater com todos os congressistas o caminho que a temática da dor orofacial e disfunção temporomandibular irá seguir nos próxi­mos anos. Queremos continuar com a excelência da qualidade científica, aliada com a aplicabilidade prática de todas as palestras desta edição. A nossa principal preocupação é transformar a temática da dor orofacial em algo menos complexo e mais próximo de todos os congressistas. Foi pedido a todos os nossos palestrantes precisamente este caráter mais prático, demonstrando todas as novas ferramentas para o diagnóstico e o tratamento da dor orofacial.

No seguimento da estreia em Coimbra, estão previstas alterações ou novidades de fundo no “modelo” deste encontro?
Nesta edição, o congresso terá a duração de dois dias e decorrerá em dois auditórios diferentes, o que nos permite introduzir mais especialidades contribuindo para a multidisciplinaridade desta área. Vamos também ter pósteres e comunicações livres, dando a oportunidade a todos os profissionais de apresentarem os seus trabalhos clínicos e de investigação, abrindo assim espaço para a discussão e o avanço cientifico, levando-nos ao futuro da dor orofacial e da disfunção temporomandibular.
Outro aspeto muito importante neste congresso é a criação de work­shops para os nossos conferencistas. Neste momento, podemos anunciar um, construído especificamente por Ma­riano Ro­ca­bado, uma referência mundial em fisio­terapia, e dirigido a dentistas, a estomatologistas e a ortopedistas, e que permite com­­preen­der a ligação entre a fisioterapia e estas áreas, facilitando um diagnóstico mais claro de desordens craneovertebrais. Tam­bém está previsto outro work­shop, orientado por Eduardo Januzzi, que apresenta um currículo internacional bastante reconhecido, especialmente na área da farmacologia em dor orofacial e mais especificamente na área da viscosuplementacão. Este conferencista está a preparar, especificamente para o segundo congresso da SPDOF, uma sessão em viscosuplementação, durante a qual irá mostrar todo o futuro desta técnica na área da dor orofacial.

Tudo aponta para que a realização do congresso na capital do país possa atrair um maior número de participantes. Quais são as previsões da organização em termos de inscrições?
O primeiro congresso superou altamente as expetativas em termos de número de participantes, como tal, não temos qualquer dúvida que iremos novamente quebrar o recorde de inscrições nesta segunda edição, especialmente pelo elevado interesse que tem suscitado a nível de redes sociais, correios eletrónicos e contactos com pedidos de informações. Presentemente, o nosso grande objetivo é a internacionalização do congresso. Temos um programa muito forte e válido cientificamente, e temos palestrantes de topo de Portugal, Espanha, Argentina, Brasil e Itália. Neste momento, temos relações muito fortes com sociedades científicas da área da dor orofacial de Espanha, Itália e Brasil. Temos recebido vários correios eletrónicos de interessados em participar nas comunicações orais destes países e até da Rússia. É importante salientar igualmente o facto do congresso se realizar no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, que é reconhecidamente uma instituição académica com relações muito próximas com diversos países europeus e sempre muito virada para o futuro e o avanço científico, tendo sido essa também a razão da escolha da SPDOF para realizar o seu segundo congresso.

A primeira edição do congresso da SPDOF foi marcada pelo vincado carácter multidisciplinar do programa científico. Que áreas/especialidades da saúde vão estar envolvidas na segunda convocatória?
Neste congresso quisemos ainda ser mais abrangentes nas diferentes áreas que intervêm na área da dor orofacial. Assim, para além da Medicina Dentária, vamos ter conferencistas das seguintes áreas: estomatologia, cirurgia maxilo-facial, fisioterapia, neurologia, reumatologia, psicologia, enfermagem, psiquiatria, otorrinolaringologia, farmacologia, medicina do sono, anestesia, dor, acupuntura, entre outras. Iremos contar com palestras de investigação, tendo sempre como foco o futuro em áreas como: traumatologia, psicologia e stress infantil, ortodontia intercetiva, patologia do sono, medição e controlo da dor, e farmacologia, entre tantas outras áreas de absoluta inovação em dor orofacial. O nosso objetivo é sempre a procura da discussão e do debate entre especialidades e o estabelecimento de novos protocolos de trabalho.

Que oradores nacionais e internacionais já confirmaram a sua presença no Monte da Caparica?
Felizmente, podemos dizer que temos um cartaz absolutamente fantástico e não descansámos enquanto não tivemos os palestrantes que queríamos, ou seja, ninguém nos disse “não”. Após o congresso deste ano, a visibilidade da dor orofacial e da SPDOF aumentou exponencialmente e começámos a definir de imediato o congresso de 2016. Em suma, nesta segunda edição vamos ter a honra de ouvir o seguinte rol de conferencistas: Stefano Manfredinni, Ricardo Dias, Sérgio Félix, Gabriela Videira, João Caramês, João Rua, Diana Correia (Medicina Dentária), Mariano Rocabado, Filipe Videira, Rafael Tardin, Tiago Rocha (fisioterapia), Fran­cisco Salvado, Afonso Pinhão Ferreira, Jacinto Fernández Sanromán, António Matos da Fonseca, António Mano Azul, David Sanz (estomatologia e cirurgia maxilo-facial), Maria do Rosário Dias e Ana Cristina Car­doso Oliveira (psicologia), João Paço (otorrinolaringologia), Ana Santa Clara (psiquiatria), Maged Argalious (anestesia), Teresa Paiva e Paulo Cunalli (medicina do sono), Ricardo Santos (terapia da fala) e Pedro Vaz (acu­puntura). Temos ainda algumas palestras por confirmar.

Quais são as principais temáticas científicas a abordar na segunda edição do congresso?
Como já referi, neste congresso o nosso principal objetivo é estabelecer a direção que a temática da dor orofacial e da disfunção temporomandibular estão a seguir, mantendo sempre inalterável a interdisciplinaridade e o trabalho em equipa. Queremos, portanto, que os nossos congressistas retirem sempre a par­te prática da inovação científica dos nossos fantásticos palestrantes.
As conferências e os palestrantes, convidados pela Co­mis­são Cientifica do segundo congresso da SPDOF, irão mostrar todos os últimos avanços nas suas áreas de es­pecialidade, mas sempre com o objetivo de estabelecer e apre­sentar novos protocolos.
Neste congresso, pretendemos entrar em áreas tão específicas como: terapia do sono, mediadores da dor, psicologia e stress médico/doente e stress infantil, protocolo farmacológico para dor orofacial, ruídos otológicos, cefaleias, co­ping da dor do ponto de vista da enfermagem, agulhamento e acupuntura, fisioterapia pré e pós operatória, vis­cosuplementação, aparatologia para disfunção tem­poromandibular, protocolo e avanços em traumatologia da disfunção temporomandibular, entre outras.

Que outros aspetos do programa, nomeadamente de carácter lúdico, vale a pena destacar?
Ao abrigo do nosso objetivo de internacionalizar cada vez mais o congresso, contamos com representantes de diversas sociedades científicas nacionais e internacionais que fazem questão de deslocar-se a Lisboa para não só assistir ao congresso como visitar uma cidade e um país que estão claramente na moda. Neste sentido, pretendemos ter um programa social para os acompanhantes, permitindo-lhes desfrutar da proximidade das magníficas praias da Costa da Caparica e da cidade de Lisboa. Na sexta-feira, dia dezoito de março, teremos um jantar oficial do congresso que permitirá fortalecer ou estabelecer novas relações entre os diversos participantes num ambiente descontraído.

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