Quais são as principais linhas de orientação do próximo congresso?
Procurámos ir de encontro à vontade dos nossos associados com temas transversais de interesse para a prática dos higienistas. O congresso da APHO celebra a sua vigésima edição e, por isso, vamos procurar ilustrar o que foi a história dos congressos ao longo deste percurso e a evolução que fomos sofrendo. Também procurámos diversificar a oferta dos parceiros comerciais para oferecer aos congressistas uma maior exposição das novidades existentes no mercado.
Que temáticas vão estar em destaque no âmbito do programa científico?
O programa do congresso abrange muitos temas de real interesse para a intervenção dos higienistas orais, como a implantologia, passando pela interação entre a saúde oral e a saúde geral e a abordagem a pacientes medicamente comprometidos.
Também abordaremos temas muito atuais relacionados com as novas formas de tabaco e a sua influência na saúde oral, e a sustentabilidade e biodegradabilidade na Medicina Dentária.
Estão previstas novidades no formato do congresso (formativo, social, lúdico, etc.)?
O congresso segue o formato dos anos anteriores. Teremos um programa científico variado e atual, bastante apelativo para uma atualização dos conhecimentos dos congressistas. Durante os intervalos haverá a exposição comercial e o contacto com as marcas que nos apoiam, e para fins de networking entre colegas. Teremos o momento alto da sessão de abertura, onde estarão várias individualidades parceiras e o momento lúdico habitual. O jantar do congresso será outro momento de convívio entre oradores, patrocinadores, comissão organizadora e colegas.
Quem são os oradores (já confirmados) desta edição?
Temos oradores de várias áreas científicas. Confirmados até à data, na área da implantologia temos o Professor Sérgio Matos, que nos falará sobre as questões não respondidas na área da implantologia, com particular relevância para os higienistas orais, o Dr. Pedro Otão, que abordará os protocolos de manutenção de implantes e o Doutor Miguel Nobre que explorará os fatores de risco para a periimplantite, apresentando os resultados dos seus trabalhos de doutoramento.
Teremos também um bloco dirigido à mudança comportamental e os soft skills, abordados pelo Professor Mário Rui Araújo e a Doutora Cassiana Tavares, respetivamente.
O professor Paulo Mascarenhas falará sobre a ecologia do biofilme e o respetivo papel na manutenção da saúde oral.
O Professor Manuel Matos abordará a área da sustentabilidade e biodegradabilidade na Medicina Dentária.
Ainda sem oradores confirmados temos dois temas relacionados com a área médica e a sua relação com a saúde oral e as estratégias minimamente invasivas no tratamento e controlo da cárie dentária.
Quais são as previsões da organização quanto ao número de participantes?
Desde 2015 que organizamos o nosso congresso nacional de uma forma autónoma, e todos os anos temos tido um aumento do número de participantes. Como tal, este ano prevemos uma continuação desse crescimento no número de congressistas.
Antecipa-se um reforço da adesão de casas comerciais?
Todos os anos sentimos uma aproximação mais forte e coesa dos representantes da indústria em relação à APHO, sendo que essa aproximação é visível no aumento de casas comerciais presentes nos nossos congressos nacionais, assim como em todos os eventos que organizamos.
Apesar de ter o seu próprio encontro anual, a APHO tem optado por marcar uma presença ativa no congresso da SPEMD. Esta parceria vai ser mantida?
A parceria será mantida, mas ainda não sabemos em que moldes.
À margem do congresso e da reunião anual, que iniciativas vão marcar a agenda da APHO ao longo do ano?
Iremos ter um ciclo de formação contínua, organizado em conjunto com uma marca comercial, sobre temáticas como a “Remineralização de lesões de cárie, casos clínicos: a abordagem do higienista oral” ou a “Classificação de doenças periodontais com casos clínicos”.
Atualmente, na sua opinião, quais são os principais desafios que os higienistas orais enfrentam?
São vários os desafios que a profissão enfrenta atualmente. Julgamos que os maiores serão a manutenção da qualidade dos tratamentos prestados com as pressões de tempo e eficiência na prática privada, e na comunidade uma maior penetração nos serviços públicos e uma maior afirmação da profissão a esse nível.