Jorge Castro iniciou-se na canoagem na ilha de São Miguel (Açores), de onde é natural, com cerca de 10 anos de idade. A emblemática lagoa das Sete Cidades – que é considerada uma das sete maravilhas de Portugal – foi durante anos o campo de treino particular que catapultou o agora estudante de Medicina Dentária para as competições nacionais e além-fronteiras da modalidade. O medalhado atleta confessa à Maxillaris que as suas aspirações internacionais são cada vez mais escassas dado que o foco está na sua formação profissional. No entanto, só em 2016 conseguiu quatro títulos de campeão nacional universitário e ainda participou no mundial universitário que se realizou em Montemor-o-Velho. O seu longo e bem sucedido percurso desportivo valeu-lhe, de resto, a distinção de atleta masculino do ano da Universidade do Porto, onde frequenta o quarto ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária. Neste contexto, considera que o futuro “rema” cada vez mais para clínicas especializadas onde se articulam esforços para um plano de tratamento multidisciplinar.
Sérgio Caniço iniciou-se no andebol em 2004, quando somava 11 anos de idade. Desde então, o jovem bracarense, licenciado em Medicina Dentária pela Universidade do Porto, tem vindo a acumular um invejável currículo em todos os escalões da modalidade: foi campeão nacional na categoria de infantis, tricampeão nacional em juvenis e participou no Campeonato da Europa de Sub-18, em 2010, entre outros torneios de relevo. Os primeiros passos nos clubes da primeira divisão foram dados no ABC de Braga e nos últimos três anos esteve ao serviço do Instituto Universitário da Maia (ISMAI). No início desta temporada, ingressou no novo clube da sua cidade natal – o Arsenal da Devesa –, onde espera fazer um bom campeonato. À margem dos recintos desportivos, a Medicina Dentária sempre despertou a atenção do atleta, pelo vínculo à saúde e por ser uma área com uma enorme componente prática. À Maxillaris, Sérgio Caniço admite que conciliar ambas as vertentes é um intenso desafio, mas com resultados muito gratificantes.
Miguel Oliveira, de 21 anos, divide a sua atividade entre a competição “sobre duas rodas”, no circuito mundial de motociclismo, e os estudos do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, com sede no Monte da Caparica (Lisboa). O jovem piloto, natural de Almada, encara as duas facetas – aparentemente tão distintas – com a mesma persistência que o levou a vencer as principais provas da temporada de 2015, embora reconhecendo que o seu crescente sucesso nas pistas tem vindo a abrandar a velocidade do curso. Depois de cinco temporadas em Moto3, o atual vice-campeão do mundo da categoria compete atualmente no Mundial de Moto2, ao serviço da equipa Leopard Racing, sem perder de vista o objetivo de ingressar nas fileiras da prova máxima da modalidade – MotoGP.
Em entrevista à Maxillaris, o piloto reflete sobre as semelhanças entre a adrelanina no asfalto e a rotina que o espera no consultório dentário.
João Alvarez divide a gestão diária do consultório lisboeta, onde se dedica à cirurgia e à implantologia oral, com uma prática invulgar no contexto da Medicina Dentária: a execução da guitarra portuguesa. Tinha 18 anos quando ouviu, pela primeira vez, um CD do mestre Carlos Paredes. Nessa altura, “encarei essa experiência como um sinal e procurei a forma de aprender a tocar”, revela à Maxillaris o médico dentista que vai lançar, no próximo mês de outubro, o seu primeiro projeto discográfico, intitulado Rota do Sul, fruto da colaboração com o músico Tiago Inuit. Este trabalho combina universos musicais distintos, como a música erudita, o flamenco ou o fado, resultando num disco “algo arrojado com uma sonoridade muito própria”, adianta João Alvarez, que encara o percurso de guitarrista como um complemento – “principalmente no aspeto mais intelectual de que a música dispõe” – ao gosto que tem pela área médica.
Infelizmente, os portugueses ainda têm uma boca “mal tratada” devido à mentalidade, mas também pelo facto desta consulta não estar inserida no sistema nacional de saúde, o que já devia ter acontecido
André Moreira divide a sua actividade profissional entre o Instituto de Implantologia de Lisboa – onde se dedica essencialmente à implantologia e à protodontia fixa – e os relvados do campeonato de futebol da segunda divisão.